CPI de Brumadinho: conselheiros dizem que situação da barragem não poderia ser prevista

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Em nova reunião da CPI que investiga o rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, conselheiros disseram que a tragédia não poderia ser prevista. De acordo com Breno Esteves Lasmar, que à época era presidente da Câmara de Atividades Minerárias, toda a documentação estava em dia e não havia indícios de problemas na barragem de Córrego do Feijão. 

“Nós temos declarações iniciais de processos que são atestados realizados pelos prefeitos, dizendo que os empreendimentos estão de acordo com as leis de uso e ocupação do solo do município”, declarou Breno. 

O deputado Sargento Rodrigues (PDT), vice-presidente da CPI que investiga Brumadinho, criticou a atuação do Conselho de Atividades Minerárias. “Em 11 de dezembro de 2018 estavam votando a ampliação da licença para a mina de Brumadinho, que rompeu, da de Jangada e do Parque do Rola Moça”. 

Para o parlamentar, o conselho tem relações promíscuas com as mineradoras. “Disseram que se encontraram com representantes da Vele, um dia antes da votação, para esclarecer dúvidas. É uma relação promíscua que não poderia ocorrer. Eles estavam ali para fiscalizar, portanto deveriam ter muito cuidado”. 

Em resposta, Nilton Reis, conselheiro na Câmara de Atividades Minerárias, disse que as reuniões ocorrem de praxe com as empresas de mineração – não apenas com a Vale – e que o objetivo é antecipar a decisão. “Temos tempos definidos para cada um. Normalmente, os empreendedores convidam para esclarecer, para quando você for à reunião você já ter ideia do que é. O fato de a gente comparecer, para mim, não configura uma forma de pressão. O voto não é meu, pessoal, é da instituição que eu represento”, destacou. 

A tragédia em Brumadinho deixou, até o momento, 238 mortos; 32 pessoas seguem desaparecidas.

Itatiaia

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