Pesquisadores da Unimontes participam de seminário em defesa das comunidades quilombolas do Arapuim, em Verdelândia

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Arapuim (12)

Evento reuniu lideranças e pesquisadores para debater educação, cultura e direitos territoriais das comunidades tradicionais

Nos dias 14 e 15 de junho de 2025, os professores Eduardo Ribeiro Silva e Virgínia Marinely Almeida e Pessoa, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), participaram do I Seminário de Educação, Cultura e Territorialidade Quilombola, realizado na Comunidade Limeira, zona rural do município de Verdelândia, no Norte de Minas.

Os docentes atuam no Observatório das Desigualdades e Discriminações Étnico-Raciais, vinculado ao Departamento de Política e Ciências Sociais da Unimontes. O evento ocorreu na Escola Municipal Onofre de Oliveira Neto e reuniu cerca de 200 participantes, entre lideranças quilombolas, pesquisadores e representantes do poder público local.

Fortalecimento da identidade e dos direitos quilombolas

O seminário teve como objetivo principal fortalecer a autoidentificação étnico-racial e ampliar o debate sobre os direitos sociais e territoriais das comunidades do Quilombo Nativos do Arapuim, que abrange as localidades de Limeira, Boa Vistinha, Boa Sorte e Vista Alegre.

A programação foi marcada por momentos formativos, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais, como apresentações de batuques, danças e brincadeiras afro-brasileiras tradicionais, que destacaram a riqueza cultural das comunidades quilombolas.

Temas abordados e oficinas

Entre os principais temas discutidos estavam:

  • Autoidentificação quilombola como acesso a direitos sociais e coletivos;
  • Educação e Cultura Quilombola no contexto dos Nativos do Arapuim;
  • Políticas públicas e garantia dos direitos territoriais.

Durante o evento, os professores da Unimontes conduziram a oficina “Acesso ao Ensino Superior para pessoas negras: políticas e possibilidades de inserção e permanência”. O conteúdo abordou a Lei de Cotas, o Estatuto da Igualdade Racial, e as políticas de ações afirmativas para quilombolas nas universidades públicas. A atividade foi marcada por diálogo aberto, troca de experiências e fortalecimento da mobilização comunitária.

Compromisso da universidade com as comunidades tradicionais

A coordenadora do Observatório, professora Maria Railma Alves, destacou a atuação da comissão organizadora local, formada por membros da comunidade e servidores públicos, que foi responsável pela estrutura logística do seminário, incluindo hospedagem, alimentação e infraestrutura.

Railma ressaltou que ações como esta reforçam o compromisso social da Unimontes com os povos e comunidades tradicionais, promovendo diálogos entre a academia e os saberes populares. “Esses encontros fortalecem a luta por acesso à educação superior, especialmente para estudantes quilombolas, e contribuem para a efetivação das políticas públicas de inclusão e equidade”, afirmou.


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