Aumento preocupante de casos graves de síndrome respiratória no Brasil

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sindrome respiratoria

O boletim InfoGripe da Fiocruz mostra um cenário crítico para os primeiros meses de 2025: entre as semanas epidemiológicas 19 e 22, os casos de SRAG “quase dobraram” na comparação com o mesmo período do ano anterior, registrando alta de 91%. Já nas primeiras 24 semanas do ano, houve crescimento de 30% nos casos em relação a 2024, reforçando a tendência.

Quais vírus estão provocando mais hospitalizações?

Dos mais de 103 mil casos graves notificados em 2025, cerca de 51% tiveram diagnóstico viral. Destes:

  • Influenza A: presente em 24–27%, com participação crescente nas últimas semanas.
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): responsável por 45% dos casos e a principal causa em crianças pequenas.
    - Outros: rinovírus (16–17%), influenza B (~1%), e SARS‑CoV‑2 (1–4%).

Onde o cenário é mais crítico?

A SRAG está em níveis de alerta, risco ou alto risco em 18 dos 27 estados, incluindo capitais como São Paulo, Rio, Curitiba, Florianópolis, entre outras. Alguns locais, como Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e DF, mostram sinais iniciais de queda, embora com hospitalizações ainda elevadas.

Quais grupos estão mais vulneráveis?

Crianças pequenas e idosos seguem como os principais afetados. A influenza A predomina em adultos e idosos, enquanto o VSR sobrecarrega hospitalizações pediátricas. Entre os óbitos por SRAG, 75% são causados por influenza A, e 13–14% por VSR.


Alerta de saúde pública

O Ministério da Saúde emitiu nota exigindo adoção de medidas como vacinação, distanciamento em ambientes fechados, uso de máscaras e etiqueta respiratória especialmente em postos de saúde . Segundo os médicos, ainda menos de 40% do público-alvo foi imunizado contra a gripe até 20 de junho.


Dicas para prevenção

  • Mantenha a vacinação contra influenza atualizada, disponível gratuitamente no SUS.
  • Use máscaras em locais fechados ou com aglomeração.
  • Pratique higienização de mãos e boa ventilação de ambientes.
  • Atente a sintomas como febre, tosse e falta de ar: procure atendimento médico imediato.

O Brasil vive um momento de alta expressiva em casos graves de SRAG, impulsionada por surtos simultâneos de influenza A e VSR. A baixa cobertura vacinal agrava o risco. A resposta é clara: vacinação imediata, estratégias de proteção individual e vigilância reforçada no inverno são vitais para evitar colapso no sistema de saúde e reduzir mortes evitáveis.


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