Encontrada morta a brasileira desaparecida após cair em trilha em vulcão na Indonésia

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A jovem Juliana Marins, 26 anos, residente em Niterói (RJ) e publicitária de formação, faleceu após cair em uma zona remota do vulcão ativo Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia. O acidente aconteceu na manhã de sábado (21), durante uma trilha em grupo para o cume.

De acordo com integrantes do grupo, ela escorregou próximo à cratera durante o percurso, despencando cerca de 300 metros, e ficou presa em um penhasco íngreme.

Equipes de socorristas usaram drones, cordas e escalaram cerca de 300‑350 metros abaixo da trilha, mas os trabalhos foram interrompidos por neblina intensa, ventos fortes e terreno instável [wikipedia]


Localização e resgate

Somente na terça-feira (24), após quatro dias, as equipes conseguiram alcançar o local exato onde Juliana estava. Infelizmente, ela não resistiu, segundo comunicado oficial da família via perfil criado para acompanhamento do resgate.

O resgate envolveu cerca de 50 profissionais indonésios entre bombeiros, guarda-parques e guias, com apoio de diplomatas do Itamaraty, que acompanharam as operações no local.


Perfil e reação da família

Juliana era mochileira experiente, desde fevereiro viajando pelo Sudeste Asiático, com relatos de aventura por países como Vietnã, Tailândia e Filipinas [brasildefato].

A família expressou emoção e gratidão pelas mensagens de apoio, destacando também a frustração com a velocidade das operações, afetada por condições adversas e falta de acesso aéreo para helicópteros.


Histórico da trilha e riscos conhecidos

O Monte Rinjani, com seus 3.726 metros, é o segundo mais alto da Indonésia. Sua trilha envolve declives acentuados, neblina frequente e terreno instável — fatores que já causaram acidentes fatais em visitantes anteriores.

Especialistas em turismo de aventura ressaltam a necessidade de guias capacitados, equipamentos de segurança adequados e condições climáticas favoráveis para a realização do trajeto.

A morte de Juliana Marins evidencia os riscos inerentes às trilhas montanhosas, mesmo para viajantes experientes. A tragédia reforça a importância de preparo, acompanhamento especializado e monitoramento das condições meteorológicas em ambientes extremos.


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