Escolas estaduais começam a receber professores para o retorno seguro das aulas presenciais

Professores e demais profissionais que atuam nas escolas da rede estadual dos municípios que estão nas ondas amarela ou verde do plano Minas Consciente começaram a retornar presencialmente às atividades. A medida é permitida em cidades nas quais também não foram apresentadas restrições pelas prefeituras municipais.

Além de encontrarem um ambiente diferente, adaptado com todas as medidas de segurança sanitárias que a situação de pandemia exige, o acolhimento dos profissionais marca importante passo no início do ensino híbrido, que será desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) depois de mais de um ano apenas com atividades remotas.

Para garantir o acesso às informações oficiais e dar mais segurança aos profissionais, foi elaborado um guia para ajudar nesta etapa de retorno, com orientações para o recebimento tanto dos profissionais quanto dos alunos. Atualmente, 107 escolas estaduais, localizadas em 37 municípios, retomam as atividades presenciais com os professores nesta semana. Com os alunos, a volta está prevista para 21/6.

Ajustes

Os gestores das unidades realizaram as adaptações e intervenções necessárias nos espaços escolares, além da compra de itens de higiene, limpeza e equipamentos de proteção individual (EPIs), para que a retomada seja segura para todos. Um checklist criterioso também foi aplicado para cumprimento de todos os protocolos sanitários da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

A volta será gradual, começando com as turmas de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O retorno é facultativo às famílias. Sendo assim, nos casos em que os pais ou responsáveis optarem por não liberar o estudante ao ensino presencial, será mantido o regime totalmente remoto, para garantir a continuidade dos estudos. A SEE reforça que o estudante que optar por permanecer com suas atividades de forma remota não terá prejuízo em seu desenvolvimento.

No Guia Prático de Acolhimento estão indicações e orientações como a importância da realização da escuta ativa, a composição da equipe que vai receber esses profissionais, como criar uma rede de proteção social e grupos de apoio e como abordar professores, alunos e famílias. 

De acordo com a superintendente de Políticas Pedagógicas da SEE/MG, Esther Augusta Barbosa, este momento de escuta é muito importante, sobretudo para acolher sugestões de professores e alunos. A intenção é que o ensino híbrido possa ser mais um importante passo para que as dificuldades verificadas possam ser sanadas.

“Que daqui em diante possamos fazer um processo de recuperação pedagógica das aprendizagens para que os estudantes voltem a conviver com seus pares e se desenvolver conjuntamente. E que retornem à escola com a confiança que sempre tiveram nos professores e servidores”, frisa Esther.

De volta

Nas unidades de ensino, a segunda-feira (14/6) foi utilizada para acolhimento entre direção e professores.

Na Escola Estadual Menino Jesus de Praga, em Caratinga, por exemplo, a diretora Maria Laurieves de Miranda recebeu os profissionais com uma roda de conversa. “Aqui eles foram recepcionados com as orientações, com acesso aos protocolos. Passamos a manhã toda estudando, conversando e discutindo a retomada”, conta.

Ainda de acordo com a diretora, desde que a SEE/MG começou os encaminhamentos para esse retorno, o grupo tem feito reuniões e discutido o assunto por meio de aplicativos de troca de mensagens. Além disso, à medida que a escola ia sendo preparada com o checklist, vídeos mostrando as etapas foram encaminhados para a comunidade escolar.

“Essa conversa, com a presença até da nossa superintendente regional, nos ajudou a passar mais segurança”, destaca. A expectativa da escola, segundo levantamento com os pais, é de que cerca de 70% dos alunos voltem a estudar presencialmente.

Na Escola Estadual Professor Francisco Letro, em Coronel Fabriciano, a situação também é positiva em relação ao encaminhamento.

Segundo a diretora da unidade, Marilene Pimentel, outras redes de ensino já voltaram a ter atividades presenciais no município, o que, para ela, tem contribuído para diminuir dúvidas sobre os procedimentos. Além disso, Marilene destaca levantamento feito com os pais que apontou que 90% querem o retorno e vão enviar os filhos para a modalidade presencial.

“A escola está pronta, com todos os cuidados necessários”, afirma Marilene. Na escola, a troca de informações já vinha ocorrendo antes mesmo do anúncio da retomada, o que ajudou a deixar o processo mais transparente. “Temos a segurança do trabalho que fizemos aqui e preparamos tudo com todo cuidado e carinho para a chegada dos professores e, na sequência, dos alunos”, sinaliza.

Fonte: Agência Minas

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