A partir de setembro de 2025, professores da rede estadual de Minas Gerais terão permissão para atuar como examinadores de trânsito nas provas práticas da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme decreto do governo do estado, após a desvinculação da antiga Detran-MG da Polícia Civil.
A função será exercida exclusivamente por docentes da educação básica e servidores da CET-MG, em substituição gradual aos policiais civis atualmente na atividade. A transição será completa até setembro, com polícias mantendo atuação até o término do período de adaptação.
Formação e requisitos
Em maio, foram abertas 420 vagas para o Programa de Formação de Examinadores de Trânsito (PFDE), com 400 destinadas a professores e 20 a servidores da CET-MG.
Critérios exigidos incluem:
- Diploma de nível superior e habilitação compatível com categoria desejada há pelo menos 2 anos;
- Idade mínima de 21 anos;
- Histórico de infrações leves ou inferiores;
- Frequência mínima de 75% e nota mínima de 70% em curso de 220 horas-aula.
Atualmente, 234 professores foram aprovados e iniciam o curso em agosto, com expectativa de conclusão até dezembro.
Remuneração e jornada
A remuneração varia conforme a quantidade de exames aplicados, com estimativa de R$ 2.500 como renda extra mensal, podendo chegar a R$ 5.000 em casos específicos. O limite máximo de atuação será de 40 horas por mês, sempre fora do horário letivo regular.
Benefícios e críticas
O governo destaca que o uso de docentes visa humanizar a avaliação, reduzir a rigidez e tornar o processo mais didático — aproveitando a experiência pedagógica dos professores. Alunos que realizam o exame demonstraram receptividade positiva à mudança, citando tratamentos mais respeitosos em relação a policiais civis.
Entretanto, proprietários de autoescolas manifestaram preocupação com a falta de experiência prática dos professores, o que pode aumentar as reprovações, devido à subjetividade no julgamento. Sindicatos policiais também questionaram a iniciativa, alegando que a medida tem viés político e afeta a autonomia da corporação.
A partir de setembro, Minas Gerais iniciará uma mudança significativa na aplicação dos exames de direção: professores estarão inseridos nas bancas examinadoras em parceria com servidores da CET-MG. A intenção é modernizar o sistema com maior humanização e controle pedagógico. A sociedade agora observa se o novo formato trará melhorias reais ou enfrentará desafios práticos na execução.
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