Setembro amarelo: o papel da família na prevenção ao suicídio

 Setembro amarelo: o papel da família na prevenção ao suicídio
Compartilhe esta notícia:
Digiqole ad

A psicóloga Claudia Weyne ouviu uma vez uma história. “Eu lembro de uma história de um idoso que se matou , e ele achava que era um estorvo para a família, porque ele estava acamado, a nora tinha que dar banho , tinha que tomar os cuidados com higiene. E essa nora me diz assim: se ele soubesse, o quanto eu amava ele, o quanto isso não era difícil para mim, o quanto eu gostava da companhia dele, ele não teria feito isso. Então eu acho que as pessoas têm que dizer, às vezes, o quanto o outro é importante“, relata.

Dizer e mostrar para o outro o quanto ele é importante. O amparo familiar e dos amigos está entre os fatores que ajudam a promover a redução nas causas de suicídios. Segundo a psicóloga Claudia Weyne, especialista em saúde da secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, os sinais de que o idoso precisa de ajuda são muito sutis. “Ele verbaliza: ‘ah, eu estou cansado da vida, eu já vivi demais, meus filhos não precisam mais de mim, eu não quero incomodar ninguém, eu não quero ser um incomodo’.

Claro que a verbalização por si só, não é um único elemento, temos que ver outros indícios, a pessoa começar a doar seus bens, se descuidar da higiene pessoal, não querer tomar os remédios”, explica.

A geriatra Christiane Machado, da Sociedade Brasileira de Geriatria, concorda que se deve prestar muita atenção nas atitudes que a pessoa tem. Ela alerta sobre a importância da ajuda médica e da família agir. “Uma coisa é vontade de morrer, outra coisa é vontade de se matar. Nesse momento quando você percebe que esse paciente tem uma ideação, passa pela cabeça dele, fica um sinal de alerta extremamente importante. Então o que tem que ser feito. Então ver se existe um tratamento pra isso. Se houver uma depressão a gente tem que tirar esse paciente desse estado”, afirma

Rita Cecília Reis  psiquiatra do Projeto Terceira Idade (do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas), em São Paulo, tem um conselho para familiares e amigos. “Observe, observe e observe veja se o comportamento do seu idoso mudou ou está mudando e que mudança é essa. Pode ser uma mudança que ele está tranquilo ou está ou mais preocupado. Mas conversar a respeito, o que está acontecendo, mas abrir portas, mas sem censurá-lo”, fala. 

Para ajudar não só os idosos, mas qualquer pessoa é preciso reconhecer os sinais, saber como fazer essa ajuda, que ela existe e que a recuperação é possível.

E que tal se movimentar um pouco? Na próxima reportagem, saiba como a atividade pode ser a diferença  por fazer da terceira idade realmente a melhor fase da vida.

Quer ajudar? Está precisando de ajuda?

Anote ai: CVV, no telefone 188 e site , Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), UPA 24 horas e SAMU são alguns serviços.

Fonte: Radioagencia Nacional

Digiqole ad

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: