A partir de 2025, o Brasil enfrenta um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças e idosos, motivando estados e municípios a declararem alerta à saúde pública .
O que é e suas causas
A SRAG não é uma doença específica, mas uma manifestação severa de infecções respiratórias com insuficiência respiratória. O organismo apresenta dispneia, frequência respiratória acelerada e saturação de oxigênio abaixo de 94%.
Principais agentes infecciosos:
- Vírus Influenza A e B (gripe), majoritários nos casos atuais.
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente em bebês e idosos.
- SARS‑CoV‑2, ainda presente entre os agentes causadores.
- Outros vírus (adenovírus, rinovírus) ou bactérias (como Streptococcus pneumoniae) também podem desencadear a síndrome.
Situação atual no Brasil
Dados da Fiocruz e da CNN Brasil apontam:
- Mais de 45 000 notificações de SRAG só em 2025, com capitais como Belo Horizonte entre as mais afetadas.
- 14 das 27 unidades da Federação estão com crescimento nos casos, o que motivou decretos de estado de alerta.
- O aumento se intensifica com a chegada do frio e maior circulação viral.
Como prevenir
Medidas para reduzir risco incluem:
- Vacinação anual contra a gripe e COVID‑19; vacinas contra pneumococo e VSR para idosos e bebês de risco.
- Higiene pessoal: lavar mãos, uso de máscaras, etiquetas respiratórias e ventilação de ambientes .
- Evitar aglomerações, especialmente em dias frios, e higienizar superfícies.
Sintomas de alerta
É essencial identificar sinais precoces que indicam agravamento:
- Falta de ar, respiração acelerada, cianose (lábios azulados), saturação < 95%.
- Febre persistente, tosse intensa, dor no peito.
- Em crianças: secreção cheia, irritabilidade, desnutrição ou dificuldade para mamar.
Procure atendimento médico imediato ao surgirem esses sinais.
Como é feito o diagnóstico
Além da avaliação clínica, confirmam-se com:
- Oximetria de pulso, Raio‑X ou tomografia de tórax;
- RT‑PCR ou testes rápidos para identificar vírus como Influenza, VSR e COVID-19;
- Hemogramas, cultura e exames para causas bacterianas.
Tratamento
O tratamento é de suporte e depende da gravidade:
- Suporte de oxigênio, recursos de UTI e ventilação mecânica em casos graves.
- Medicação sintomática (antitérmicos, analgésicos) e hidratação adequada.
- Fisioterapia respiratória para melhorar função pulmonar e eliminar secreções.
- Antivirais (ex.: oseltamivir) se confirmada infecção por Influenza; antibióticos apenas para complicações bacterianas.
- Corticosteroides, em alguns protocolos médicos, conforme decisão profissional .
Cenário atual
O cenário atual de SRAG no Brasil exige atenção redobrada: com mais de 45 000 casos em 2025 e alta circulação de vírus como Influenza, VSR e SARS‑CoV‑2, é crucial manter a vacinação em dia e priorizar medidas simples de higiene e prevenção. O diagnóstico precoce e o suporte correto podem salvar vidas, especialmente entre grupos de risco. Se apresentar sintomas de SRAG, procure atendimento imediatamente.
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